O Rappa - Biografia

O Rappa

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Em 1993, Marcelo Lobato (teclado), Xandão (guitarra), Nelson Meirelles (baixo) e Marcelo Yuka (bateria) uniram-se para acompanhar a turnê do cantor Pappa Winnie pelo Brasil. Logo, porém, criariam seu próprio som: estavam cheios de energia para movimentar muita gente e dizer algumas verdades sobre as injustiças sociais que existem no Brasil. Só faltava um vocalista, que pouco tempo depois seria escolhido: chegava Marcelo Falcão para completar a banda.

O primeiro trabalho d'O Rappa foi lançado no ano seguinte, já mostrando a cara da banda e a pegada social que seguiria a partir daí: afinal, no Brixton, Bronx ou Baixada Fluminense a injustiça é igual – aqui ou lá, Todo Camburão tem um Pouco de Navio Negreiro... Esse seria o único disco com Meirelles no baixo: logo ele daria lugar ao Lauro Farias.

Em 1996, Rappa Mundi trouxe o sucesso para a banda. Foi um golaço que fez O Rappa explodir no Brasil. Nesse disco estão várias músicas que agitam os shows até hoje: Pescador de Ilusões, A Feira, Miséria S.A., O Homem Bomba e Eu Quero Ver Gol; além dos covers Ilê Ayê (Paulinho Camafeu), Vapor Barato (Waly Salomão e Jards Macalé) e de uma versão de Hey Joe, do Jimi Hendrix.

Três anos depois, foi a vez de Lado B Lado A, disco que veio com ainda mais pressão na consciência dos brasileiros. Minha Alma (a paz que eu não quero), O Que Sobrou do Céu, Me deixa, Lado B Lado A e Tribunal de Rua, desse disco, ainda hoje estão entre as favoritas do público.

Além da música, nessa época surgiu a oportunidade de criar o projeto "Na Palma da Mão", com o grupo AfroReggae: com o apoio da FASE (Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional), uma parte das vendas dos discos foi doada para programas educacionais para jovens carentes.

Lado B Lado A trouxe também os primeiros prêmios da carreira. No ano 2000, o clipe de A Minha Alma... foi o grande vencedor do VMB com seis prêmios – Melhor Direção, Edição, Fotografia, Clipe de Rock, Clipe do Ano e Escolha da Audiência. No ano seguinte, O Que Sobrou do Céu venceu nas categorias Clipe do Ano, Melhor Direção e Fotografia.

No final do ano, Marcelo Yuka se tornou mais uma vítima da violência no Brasil: ao tentar impedir um assalto, acabou baleado e ficou paraplégico. Afastado dos palcos para tratamento médico e sem poder tocar bateria, ele seguiu compondo e trabalhando no estúdio com a banda em outros projetos paralelos.

Lançado em 2001, Instinto Coletivo foi o primeiro disco ao vivo da banda – e ainda trouxe 5 músicas inéditas. O público gostou do trabalho e o clipe da música que deu nome ao disco ganhou mais 2 VMB em 2002 (Melhor Direção e Direção de Arte). No final de 2001, o Yuka sai da banda para tocar sua carreira solo.

O Rappa se transforma então em um quarteto formado por Marcelo Lobato (bateria), Lauro Farias (baixo), Xandão (guitarra) e Falcão (voz), além de Marcos Lobato como tecladista de apoio. É essa galera que grava O Silêncio Q Precede o Esporro, que em 2003 trouxe faixas como Reza Vela, O Salto, Rodo Cotidiano e Papo de Surdo e Mudo.

O ano de 2005 ficou marcado na história d'O Rappa pelo lançamento do Acústico MTV, que além das músicas já conhecidas trouxe também duas inéditas: Na Frente do Reto e Não Perca as Crianças de Vista.

No mesmo ano, eles levaram dois Prêmios Multishow: Melhor Grupo e Melhor Show. Em 2006, o DVD do Acústico levou o Prêmio Multishow de Melhor DVD e foi indicado como Melhor Disco de Rock Brasileiro e Melhor Performance em Vídeo Longo no Grammy Latino.

Depois da turnê acústica, o quarteto voltou ao estúdio para criar o álbum 7 vezes, o mais recente de inéditas, lançado em 2008. Com ele vieram Meu Santo Tá Cansado, Meu Mundo é o Barro, Em Busca do Porrão ou Monstro Invisível.

Em agosto de 2009, a banda foi até uma garagem desativada na Rocinha para gravar o DVD O Rappa Ao Vivo, lançado em 2010. E foi com o repertório desse show histórico que fez uma bem-sucedida turnê por todo o país, que incluiu também apresentações no festival Lollapalooza em São Paulo e em Chicago, nos EUA.

E cinco anos depois do último disco de inéditas, a banda voltou pro estúdio e lançou Nunca Tem Fim, que apenas três meses após o lançamento já era disco de ouro pelas mais de 40 mil cópias vendidas. Embalada pela excelente aceitação das músicas Anjos, Auto-Reverse e Boa Noite Xangô, a banda voltou pra estrada e está com uma intensa agenda de shows.